Essa embarcação foi comprada em uma ilha chamada Caçaquer. Essa ilha se encontra numa latitude de 1º '05 grau e longitude de 25º graus. Fica localizada na Bahia da baixada maranhense. A Escuna do Barco Pirata era usada para o transporte de carga da baixada maranhense para o Pará, levando camarão seco e coco para a cidade de Bragança ao Sul do Pará. Com a evolução dos tempos começou a surgir novas estradas onde o camarão e o coco começou a ser transportado por caminhões, sendo um transporte mais rápido e barato, e as embarcações consideradas de médio porte tornaram-se ociosas.
Em uma de minhas viagens para o Pará, dei carona para um cidadão, quando ia para uma cerraria carregar madeira. Esse cidadão era um engenheiro florestal, que ia para o mesmo destino que eu, pois ele estava fazendo um projeto de manuseio de corte de madeira. Como a viagem demorou algumas horas fomos conversando, trocando algumas idéias, foi então que ele me revelou que seu pai morando numa ilha, na baixada maranhense, era possuidor de tal barco que se chamava IATE Horizonte. Foi então que declarei meu projeto de vida, que era ser dono de uma "Escuna".
Passado um ano e meio tive oportunidade de ir até a baixada maranhense e conhecer a embarcação, chegando em São Luiz MA, entrei em contato com o "João" que é filho do Senhor ".." e iniciamos a viagem até um lugar chamado "Cururupu". Lá chegando pegamos um barco e viajamos mais 4 horas até chegar a ilha de "Caçaquera" numa aldeia de pescadores chamado "Peru" e lá estava o "IATE Horizonte" adormecido em seu porto de embarque. Então tirei varias fotos e no dia seguinte retornei para São Luiz, passado alguns dias entrei em contato com o "João" pois ele ficou de me dar à posição de um valor a embarcação. Sendo que esse valor eu não poderia pagar, pois não tinha esse capital.
Passaram-se mais alguns meses, foi quando recebi um telefonema que era para eu retornar a "baixada maranhense" para conversar, pois tinha uma boa proposta para me fazer. Como eu viajava pelo Brasil a fora, demorei aproximadamente cinco meses para retornar ao "Maranhão" e novamente não chegamos a um acorde de preço.
Algum tempo depois...Desfolhando minha agenda encontrei o telefone de "João" e tornei a ligar e conversar sobre o barco foi então que ele me disse: “Agora só entrando em contato com meu pai". Dentro de alguns dias retornarei a ligação, e ele tinha uma resposta para me dar, foi então que começamos a negociação.
Quer ver o final???
Só lendo o livro "Mestre Loro", que atualmente está em diagramação e breve nas livrarias.
(Este projeto da compra e navegação do Sul do Pará até Paranaguá era um para ter duração de 90 dias, e se transformou em uma aventura de dois anos, que será contado no livro "Mestre Loro".).
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